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Na infância, eu desconhecia o termo "origami", mas eu já dobrava aviões, barcos e chapéus de papel com a ajuda do meu avô. Sempre gostei! Nas férias, eu e o meu primo criávamos soldados e aeronaves de combate com as folhas dos cadernos velhos da escola. Depois de ter aprendido com uma aluna sansei de oito anos a dobrar o tsuru, deixei de dobrar somente aviões, barcos, chapéus, soldados e aeronaves de combate, passei a dobrar o tempo... Agora, os meus dias são inícios! Desperto a calma em cada papel dobrado. E com a solidez da terra e a leveza dos tons pastel, eu dobro para transformar olhares. Tudo o que eu faço é para produzir prazer. A dobra pede entrega. Em cada dobra eu me registro e me revelo. Dobro por prazer, no lazer e no trabalho. É com pedaços de papéis, sejam eles de origami, kraft, colorplus ou reaproveitado, que vou dobrando  minha história. Seja no ateliê, na cafeteria, na feira ou na rua... A cada dobra reconheço um destino, um espaço que faz pausa. O papel dobrado é desejo de permanência. É estar com os amigos. É dobrar o tempo. Que seja sempre assim. Ir para além de si mesmo, retornar. Tudo bem devagar para sentir o mundo.


Doutora em Teoria da Literatura, Lúcia Helena Marques é professora universitária há mais de 20 anos (UERGS, UCB, UnB), trabalhando na coordenação do Curso de Letras, na preparação de professores, laboratório de ensino de literatura, grupos de estudos e pesquisas de resgate da leitura e análise crítica da narrativa. Realiza ainda investigações sobre identidade, pertencimento, mito e narrativa como forma de autoconhecimento. Atualmente dedica-se ao pós-doutorado em Literatura Infantil, aprofundando pesquisa sobre o mito, símbolos, psicanálise e as relações com o imaginário infantil. 






Era uma vez uma trilha. Por lá passavam pessoas que buscavam algo a mais. Também passou por ali uma doce menina desconfiada, de sorriso singelo e olhar atento. Ela buscava sentido para a existência.

Um dia, a menina foi convidada para uma viagem, mas não foi. Os que viajaram nunca mais voltaram. Ela ficou. Ainda havia muito o que percorrer na trilha.

Seguindo pelo caminho, a menina encontrou uma cabana à beira de um rio. Ali dentro, uma sábia lhe ofereceu uma porção mágica e diversos outros presentes. A menina aceitou e passou a percorrer sua trilha com um novo olhar.

Em suas andanças, viu, viveu, aprendeu e realizou profundas transformações em si mesma. Ainda hoje é vista andando pela trilha, só que agora, inspirando outras pessoas a seguirem a jornada do Ser.

A menina segue olhando para o horizonte, sem deixar de olhar para o Alto, e, principalmente sem perder o olhar sobre si. Albanete Fernandes Suassuna (Nara) é antes de tudo uma alma peregrina. 

Formações/Cursos antes da "trilha": Ciências Contábeis e Auditoria. Formações/Cursos durante a "trilha: Pedagogia da Cooperação, Coaching, Astrologia, Tarot, Eneagrama, Floral de Bach, Mantras, Contação de Histórias. Estudiosa das Religiões, Filosofias, Mitologias dentre outros temas.





Marcella Ferreira é brasiliense, graduada em Belas Artes pela UFMG, tendo se especializado em escultura. Depois de experimentar diversas mídias encontrou na simplicidade e delicadeza do papel  seu principal meio expressivo. Desde 2002, a artista vem desenvolvendo sua pesquisa em com esse material, na qual o papel não é um mero suporte para o trabalho, mas parte essencial dele, tendo suas características próprias ressaltadas e celebradas.
São diversas as técnicas que se conjugam no processo de elaboração das obras: papietagem , papel machê , colagem, desenho,  pintura  e bordado, que misturados constroem peças ricas em cores e texturas. O resultado dessa miscelânea são peças únicas, repletas de pequenos detalhes que encantam o olhar.





Aulas de aquarela


A artista paulistana Helena Jansen mora em Brasília desde 1996. Há mais de 10 anos, ensina a técnica da aquarela a partir do nível básico, contribuindo para o desenvolvimento dos alunos nessa delicada e atraente jornada. Ensina naturezas mortas, paisagens, flores, figura humana e abstratos.

Estudou na Escola Panamericana de Artes e foi premiada no 1º Salão de Artes Visuais das Regiões Administrativas do DF, Galeria Vincent Van Gogh, Sobradinho-DF, em novembro de 2010. Já participou de exposições coletivas no Teatro Nacional de Brasília (pela ACAV), na Embrapa, no Tribunal Regional Federal, no Iate Clube de Brasília e no STJ. 

No Superior Tribunal de Justiça, organizou a exposição Aquarela Plural, em 2013, com a participação de alunos, de amigos (da aquarela científica/botânica) e de aquarelistas famosos, como Gonzalo Cárcamo, Renato Alarcão e Joaquim da Fonseca. 

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